A Difícil Missão de Educar
Nota-se um grande aumento do número de instituições com a finalidade de formar profissionais na área de educação. Diante deste aumento desordenado, é preocupante o fato dos profissionais não estarem aptos ao concluírem seus cursos. Sabe-se o que é necessário para a formação de um bom profissional, porém constata-se que os mesmos não estão prontos para os desafios que a sociedade exige eis ai onde ocorre o grande problema da educação, estamos em um circulo vicioso.
Este artigo esta alicerçado em experiências com educadores e educando oriundos de diversas categorias de pobreza, a maioria das afirmativas presentes precisa de uma pesquisa mais profunda. O sujeito que lidamos reflete uma realidade nada promissora, pois uma escola que se revele ter como principio o educar pelos valores humanos e espirituais, precisa investir para que o professor possa atuar com mais eficácia no ambiente escolar.
Estas reflexões se fazem em função da urgência de se ter um ensino ancorado em bases tecnológicas para inserção dos alunos num mundo globalizado, porém, nossos educadores na maioria das vezes sabem pouco mais do que os seus alunos. Nota-se uma negligencia e conveniência, por não se cobrar do professor, devido ao pouco que este ganha, mesmo assim este tem se saído a contento.
Percebe-se que as situações cotidianas, se fossem solucionadas de acordo com o senso comum não se faria necessária uma reflexão mais profunda das questões que assolam a sociedade. Em particular não há receita pronta, tendo em vista que cada um possui carga de valores diferentes é preciso que cada educador (a) vislumbre uma escola cidadã, que no seu intimo seja fraterna e hospitaleira.
Com o pouco de esforço político podem-se garantir escolarização as nossas crianças. Precisa-se garantir uma pedagogia apropriada à realidade de cada família, uma escola que incentiva pesquisar, problematizar e refletir sua condição de cidadãos, dando a essas crianças possibilidade de buscar soluções para os problemas humanos, sociais, econômicos e culturais ao meio do qual estão inseridos.
O conhecimento valido não é somente o produzido na escola, a escola precisa valorizar os conhecimentos aprendidos no habitat familiar, pois o mesmo da ao individuo conhecimentos precisos.
A escola deve primar por uma pratica pedagógica que não leve a uma universalização da educação, para não induzir o educando a vislumbrar um mundo que não é seu. Na escola não se deve falar de desigualdade como sinônimo de inferioridade. As diferenças nos tornam únicos, esta deve ser a fala dos educadores.
Deve-se considerar o educando, valorizando suas vivências e convivências considerando-o um sujeito afetivo, espiritual e social, para que o mesmo possa entender o que lhe é transmitido. O professor deve ser perceptivo e mediar os saberes do educando e levando-o a superar o senso comum, tornando-o um sujeito comprometido com a sociedade.
O papel do educador moderno deve visar levar o educando a um comprometimento com a sociedade, com a política, com o dinheiro público, com o planeta, enfim, o educador tem o grande papel de despertar em seus educandos uma consciência critica, para que estes de fato assumam uma postura de atitude frente aos problemas reais encontrados ao longo de sua existência.
Diante do vem sendo colocado, faz-se necessário um novo projeto educativo, visando uma sociedade que tenha um projeto de futuro, não se deve buscar culpados ou transferir responsabilidades, mas investir na formação de nossos educadores, para que os mesmos possam educar para a vida, solidarizando e civilizando a terra. O objetivo principal da educação não visa somente o progresso, mas a sobrevivência da humanidade.
A escola deve assumir seu papel de pensar e levar desta forma deus educandos a fazerem o mesmo e desta forma encontrar respostas fora dos muros da escola.
Como o professor pode obter retorno de seus educandos? Levando os mesmos a exercerem um papel de cidadãos com valores humanos, com autonomia de decisões ativas. O professor precisa entender que quem ensina apenas da pista, insinua os ritmos a serem seguidos.
Tal educador precisa perceber que só ganhará o respeito do aluno, da família, da sociedade, de acordo com sua forma de agir. Para que tal fato ocorra é preciso, entretanto que haja uma ação mais afetiva, consciente, para assim construir um conhecimento pedagógico compartilhado.
Atualmente faz-se necessário a elaboração de um planejamento menos negligente, onde haja o envolvimento de toda a comunidade escolar, ampliando no aluno a visão de mundo levando-o a se comprometer com a vida como um sujeito pensante e atuante, onde se sinta apto para se colocar de frente a realidade. A educação deve abrir caminho para a realização do individuo como pessoa, onde o mesmo sinta prazer em adentrar as portas da escola. Percebe-se que o não planejamento das bases educacionais nos levará a continuidade do que temos hoje, uma escolaridade que não promove a aprendizagem nem a justiça.
A conscientização de como aprender e ensinar, produzir e reproduzir o saber deve levar-nos a uma tomada de consciência e conseqüentemente uma mudança de atitude.
Vê-se a necessidade de cada educador ter claro onde pretende chegar, para que se quer chegar e quais caminhos serão construídos para atingir esta meta. A proposta é uma educação onde aluno vivencie atividades a partir do exercício de suas potencialidades e de possibilidades criadas em pesquisas e problematização da realidade. O projeto é uma escola cidadã e guardiã da regras e valores essenciais à sobrevivência humana. Através de um diagnostico feito junto ao público alvo que servirão de base para a edificação de uma nova escola, onde o aluno seja sensibilizado a buscar uma nova ordem mais promissora e humana.
Não se propõe nada novo, mas vê-se a necessidade de despertar em nossos jovens uma nova atitude voltada para o bem comum.
Entende-se que não basta ter domínio de todos os componentes curriculares do curso, dominar as bases tecnológicas propostas, se não tivermos presentes à dimensão humana. Não se pode admitir a falta das bases afetivas. É preciso renunciar o domínio, precisam-se como educadores iniciar um movimento sociocultural de humanidade.
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